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Escritor Alcione Sortica
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Poesias

A menina de Veneza

01/01/2011 00:00

Amarguras (Español)

01/01/2011 00:00

Anjo Caído

01/01/2011 00:00

El primer poeta (Español)

01/01/2011 00:00

Fallen Angel (English)

01/01/2011 00:00

Madre Terra (Italiano)

01/01/2011 00:00

Mãe-Terra

01/01/2011 00:00

Nada além

01/01/2011 00:00

Os dois

01/01/2011 00:00

Peneirando estrelas

01/01/2011 00:00

Prece

01/01/2011 00:00

Raggio di luce (Italiano)

01/01/2011 00:00

Raio de luz

01/01/2011 00:00

Sifting Stars (English)

01/01/2011 00:00

Sonrisa (Español)

01/01/2011 00:00

Tus cabellos (Español)

01/01/2011 00:00

Universo (Espanõl)

01/01/2011 00:00

Prece

01/01/2011 00:00

 

Num mundo onde grassa a corrupção,
obrigado, Senhor,
pelos que detêm o poder
e, ainda, lutam para continuarem honestos.
Por aqueles que não põem a honradez à venda,
seja à vista, a prazo, pré-datado, no cartão...
Num mundo de gananciosos,
soberbos, egoístas,
Te agradecemos, Senhor,
pelos desapegados,
pelos amigos sinceros,
pelos que praticam a caridade,
pelos humildes, pelas almas puras,
pelo povo simples.
Num caldeirão de desesperanças,
grato, Senhor,
pelos que ainda têm a coragem de esperar.
Num mundo de iconolatria,
materialismo, exibicionismo,
obrigado, Senhor,
pelos espiritualistas,
pelos que meditam,
por aqueles a quem amamos,
e por aqueles que nos amam,
e, sobretudo,
pelos que ainda acreditam.
Num mundo onde muitos
só pensam no estômago,
obrigado, Senhor,
pelos que ainda possuem um coração.
Numa era de guerras, carnificinas,
ódios descabidos, torpes vinganças,
como Te agradecer, Senhor,
pelas famílias, pelas boas lembranças,
por um sorriso franco, pelos pássaros,
pelas nossas crianças?
Num mundo de ódios raciais, de lutas religiosas,
de inconcebíveis preconceitos e constantes desavenças,
graças Te damos, Senhor,
pelos amigos de todas as idades, de todas as raças,
de todas cores e de todas as crenças.
Num mundo de governos destrambelhados,
de discursos vãos, caras-de-pau,
arautos funéreos, falsos profetas,
valores às avessas,
não sabemos como Te agradecer, Senhor,
pelos que ainda mantêm a ética,
cultivam a verdade,
cumprem suas promessas.
Puxa, quase esqueço!
E obrigado, também, pelos poetas... 

 

 

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